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Na Vidigueira passou, talvez, os anos mais repousados e felizes da sua vida. E ali ficaram depositados os seus restos mortais, depois de terem sido trazidos do oriente. Vasco da Gama faleceu na sua última viagem à Índia, enquanto desempenhava funções de Vice-Rei. Recentemente foi efectuada a sua trasladação para o Mosteiro dos Jerónimos, em Lisboa.
A figura do Almirante marcou duas terras alentejanas. Sines por ser a sua terra natal. A Vidigueira ficou com o seu nome vinculado com o do Navegador e dos seus descendentes que usaram o titulo de Conde que para ele foi criado, por recompensa pelos seus grandes feitos.
Vasco da Gama nasceu na vila de Sines em data incerta entre 1468 e 1469. Passou a infância e juventude em Sines, onde deu mostras do seu mérito e coragem na luta com os corsários que pirateavam no Atlântico, atacando os barcos portugueses.
Quando tinha perto de 28 anos, foi nomeado por D. Manuel para capitanear a armada que viria a descobrir o caminho marítimo para a Índia. Esta armada era composta por quatro naus. Vasco da Gama comandou a nau S. Gabriel, com Pêro de Alenquer como piloto. O seu irmão mais velho, Paulo da Gama, comandou a S. Rafael.
Em recompensa dos feitos valorosos do navegador, ao longo de uma vida dedicada ao serviço do reino, o rei D. Manuel concedeu-lhe o título de conde da Vila da Vidigueira. O almirante e a família instalaram-se nos Paços do Castelo, deixando a sua marca na terra onde viveu até à sua última missão. D. João III, que sucedeu a D. Manuel, aquando da nomeação de Vasco da Gama como vice-rei da Índia, extendeu o título de conde da Vidigueira aos seus herdeiros.
Vasco da Gama partiu para a sua derradeira missão em Goa, no dia 9 de Abril de 1524. Veio a falecer no final desse mesmo ano, na noite de natal.
A casa da Vidigueira, casa condal fundada por Vasco da Gama, permaneceu na posse dos seus descendentes até ao século XX.
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